quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

Ross: Intelligent and proud about it to the point of exhaustion.
Joey: He’s a giant teddy bear who feels empathy so strongly that he tends to mirror the feelings (fictional or not) of anyone around him (inanimate or not)
Chandler: He’s overcome several commitment phobic obstacles and when push comes to shove, he bears his heart right out in the open and hopes for the best. 
PHOEBE Hello, street smart Luna Lovegood. 
Monica: Ruthlessly competitive and obsessively compulsive about having things her way or not at all. She’s not afraid to cheat and manipulate, however subtly, to get her way.
Rachel: Brave enough to attempt to move to a new city and start her life over from scratch. Twice. She’s fiercely protective of her friends and family, as well.

É uma pena,

MTV pós restart...

Quero uma polaroid interna,

Momentos. Momentos. Momentos. Se meus olhos fossem câmeras em alta definição, ah... Mas não. Na minha memória, não os mais belos, os mais fortes. Não a perfeição, mas os defeitos, os erros. Nós podíamos sim ter uma memória seletiva. Guardar o pôr-do-sol e esquecer a desgraça alheia. As perdas, os danos, os "erros de fábrica", esses sempre chamam mais atenção. É claro que os risos, as vezes sem intenção quem apaga da nossa mente é o álcool, os beijos, as pessoas. Nós nem lembramos. O gosto do nosso primeiro chicletes ou picolé. Mas sempre tem aquela lembrança do gosto de sangue de quando caiu o primeiro dente. O primeiro filme, que nada, na nossa cabeça só os mais desastrosos e medonhos, aqueles que encalacram em nós. Como uma cola permanente lembramos da primeira desilusão amorosa, das primeiras promessas quebradas, e daquela amiga filha da puta que nos traiu... O gosto da couve que nossa mãe nos obrigou a comer. Mas a gelatina e o primeiro namorado ficam no fundo, estão ali, mas invisíveis, imperceptíveis a nós. Como tudo o que é bom.

Don't you wanna feel?
Eu queria bagunçar seus cabelos e colocar meu corpo junto ao seu. Mas você é meio viadinho...

Droga da vida,

Eu não posso deixar que minha maré de frases se esgote, muito menos trocá-las por duas ou três palavras: meio ditas, meio subentendidas. Com mais livros, com mais letras, mais orações, junções e conjunções. Crônicas, contos, poesias, poetas, sonhos. Com mais vida. Eu queria fazer com que todos, cada um, sem exceção, tivesse uma overdose, se picasse com o líquido preto do tinteiro e começasse, desesperadamente, tentar se livrar, extravasar no papel tudo aquilo que quer, que pensa, que acha e que diz. Talvez mais ainda, aqueles sonhos mais solitários e escuros. Aquelas ideias mirabulosas, não aceitas por ninguém. Aquele segredo mais íntimo. Tudo pode virar farsa, ficção, história, e ao mesmo tempo ser real, verdadeiro.
Façamos com que o mundo deixe de ser essa pobreza literária em que vampiros brilham e só podem ser mortos se cortados em pedacinhos e queimados. Façamos obras de arte. Sejamos todos melhores. Façamos tudo como quisermos. Briguemos! Exijamos que tudo(!), tudo(!), tudo(!) vire realidade, e que sejamos os melhores. A geração pródiga e tanto esperada. Vivamos e provemos que somos capazes!

Amendoim e cama,

Ela descascava os amendoins com a mesma velocidade que os jogava goela’ baixo. Era mais fácil fazê-los descer com a cerveja.
Não importava muito os olhares voltados, e nem aquele cara no canto do bar fumando um, porque se importar? A vida era dele, se ele queria estragar tudo, ou se divertir, tanto faz.
Afinal, se ela estava se sentindo mal, tudo era sua culpa, dizer que o erro foi da outra, 'ah, foi mesmo!' ela queria gritar. Mas até onde ia a razão, não ia. Aquela história toda era irracional.
Porque se importar com algo que mal começou, que... que... era ilusão.
Mas o ego, o ego dava agulhadas em suas costelas fazendo-na sentir cada vez mais incapaz de dizer um 'eu te desculpo'...
então ela continuou mastigando os amendoins, e continuou bebendo cerveja.
Se levantou e foi para casa.
- Olá
- Oi, tá tarde.
- É, eu sei - Ela não sabia, não importavam as horas, ela não lembrava muito bem quem era o cara com quem falava: ela estava com sono e sua visão tornara-se turva.
- Vou dormir.
Ela deitou e não esqueceu nem lembrou nada: nem porque fora ao bar e nem quem era o maldito colega de casa.
Era assim, ela não se lembraria.
Ela fechou os olhos novamente e descansou.