I just can give you love. Use it well
sexta-feira, 8 de outubro de 2010
quinta-feira, 7 de outubro de 2010
Nada Rotineiro.
- Janet Loopkan, bom dia - a voz era mecênica e o discurso treinado.
- Alô, com quem eu falo?
- Janet Loopkan, bom dia.
- Janet, hm... daonde é?
- Qual é seu problema, senhor?
Um suspiro de alívio do outro lado da linha:
- Pois liguei para o número certo, já não sabia... Desliguei umas cinco vezes de constrangimento.
- Então era você... - Ela pensou, mas o que saiu de sua boca foram as palavras treinadas - e qual é seu problema, senhor?
- A minha mulher me largou.
- E posso saber por que, senhor?
- Por isso eu liguei, preciso desabafar...
- Sou toda à ouvidos.
- Tudo começou quando eu ainda era jovem... Sempre fui o mais atrasado do grupo. Todos já tinham beijado, menos eu. Todos arranjaram namoradas, menos eu. Todos frequentavam aqueles lugares mal-frequentados, menos eu. O mundo conspirava contra mim.
(Silêncio)
- Aí eu conheci a Raquel. A Raquel subiu meu nível, todo dia eu ia à casa dela, passava a noite lá. Imagine o que isso significava...Então, ela simplesmente decidiu engravidar, e me veio com a notícia...
- É, ela decidiu - foi um sussurro quase inaudível.
- Perdão?
- Prossiga.
- A mulher engravidou, queria casar... Casamos, ora pois. Não tinha outro jeito, moramos nos fundos da casa da mãe dela, a velha morreu, fomos pra casa da falecida - que Deus a tenha - Felipe, o nosso filho, decidiu que ia pros Estados Unidos, a gente nunca mais o viu... Esses dias, Raquel chegou em casa e eu estava num telefonema, ela quis se meter, dizer o que não devia, dei umas bofetadas na coitada...
- O que o senhor fez? - a telefonista já estava abismada, como era capaz, um homem assim, de reclamar por ser deixado?
- Era mercido, e, bem... ela não concordava... - Do outro lado da linha ouviam-se soluços.
- Calma senhor, o senhor quer continuar a conversar? - por mais que ela não concordasse, e sentisse náuseas a imaginar o velho, era seu trabalho, ela não podia simplesmente desligar e deixá-lo à deriva.
- Ela saiu - os soluços eram mais constantes, e agora o homem engasgava, ele dizia algo que ela não compreendia, distinguiu apenas algumas palavras - Eu... Jogar do prédio...
- Calma - a mulher disse, emputecida.
- Onde o senhor está?
- Em casa, eu acho...
- Que Rua é?
- Em frente ao barato e bom, o mercado, sabe?
Ela, rapidamente, solicitou uma linha móvel e foi até o mercado, chegando na frente ela desligou a linha, assustada com o que via.
Um homem, rindo e apontando pra sua cara. Como se já não fosse demais precisar ouvi-lo contar como foi que ele perdeu a vrgindade e depois bateu na mulher...
- Espere - ela gritou - Eu subo já lhe ajudar.
Passava os lances de escada pulando de três em três, até chegar ao quinto andar, a, porta - apesar das controvérsias que existiriam se isso fosse um clichê - não estava trancada, então não houve cena e os bombeiros não precisaram arrombar.
Ela apenas o viu, no parapeito, rindo, ou cantando...
O impulso a tomou, ela correu em sua direção.
Os braços voltados para ele. Lhe acertou em cheio as costas, ele caiu.
De cima era uma massa disforme, alguma coisa que nunca se desconfiaria que, um dia, foi um ser humano. De baixo, um pesadelo.
A mulher não fugiu, nem nada. Ficou ali. Lembrando de cada maldita história de vida que ela ouvira nos últimos 5 anos, só desgraça. E ela se sentiu uma pessoa de sorte. Não ligava aonde estava, pouco se importava de ir pra trás das grades, de carona num camburão...
Razão!
A poção espirrava vivamente para todo lado; era cor de ouro derretido, e dela saltavam enormes gotas como peixinhos à superfície, embora nenhuma só partícula extravasasse[...]
- Sim. Aquela. Bem, aquela ali, senhoras e senhores, é uma poçãozinha curiosa chamada Felix Felicis. Suponho [...] que a senhorita saiba o que faz a Felix Felicis, strta. Granger?
- É sorte líquida - [...] - Faz a pessoa ter sorte!
- Correto, mais dez pontos para Grifinória. É uma poçãozinha engraçada a Felix Felicis - explicou Slughorn. - Dificílima de fazer e catastrófica se errarmos. Contudo, se a prepararmos corretamente, como no caso, vocês irão descobrir que os seus esforços serão recompensados... Pelo menos até passar o efeito.
[...]
- Ingerida em excesso causa tonteiras, irresponsabilidade e perigoso excesso de confiança. Tudo que é bom demais, sabe... extremamente tóxica em quantidade. Mas tomada com parcimônia e muito ocasionalmente...
- E a poção - [...] - é o que vou oferecer de prêmio nesta aula.
[...]
O professor caminhou lentamente entre as mesas, examinando os conteúdos dos caldeirões. Não fez comentários, mas ocasionalmente mexia ou cheirava uma das poções. Por fim chegou a mesa onde estavam Harry, Rony, Hermione e Ernesto. Sorriu ao ver a substância densa e escura no caldeirão de Rony. Passou rápido pela preparação de Ernesto. Deu um aceno de aprovação à de Hermione. Então viu a de Harry, e uma expressão de prazer e incredulidade espalhou-se pelo seu rosto.
- Sem dúvida, o vencedor! - exclamou para a masmorra - Excelente Harry [...] Tome aqui: um frasco de Felix Felicis, conforme prometi, e use-o bem!
[...]
-Tome isto também... - Ele empurrou as meias nas mãos de Rony.
- Obrigada - disse Rony. - Ãh... para que preciso de meias?
- Precisa do que está embrulhado nelas, é a Felix Felicis. Dividam entre vocês e a Gina também. Se despeçam dela por mim. É melhor eu ir, Dumbledore está me esperando...
- Não! - exclamou Hermione, quando Rony desembrulhou o frasquinho de poção dourada, parecendo assombrado. - Não queremos a poção, leve com você, quem sabe o que irá enfrentar.
- Estarei bem, estarei com o Dumbledore - respondeu Harry. - Quero ter certeza de que vocês estejam o.k... Não me olhe assim, Hermione, vejo vocês mais tarde...
E ele se foi, atravessou o buraco do retrato e rumou para o saguão de entrada.
J.K Rowling - O Enigma do Principe!
J.K Rowling - O Enigma do Principe!
Relicário.
Quero uma coruja de estimação, e não um cachorro. Ao invés de uma iguana, uma piton amarela. Amigos bem antes que amor. Quero um Rupert Grint na minha casa, e uma Emma Watson como melhor amiga. Quero Hogwarts, e não minha escola. Alvo Dumbledore de psicólogo, e uma penseira de ouvinte. Londres, Melbourne e Bells Beach fazendo fronteira com a minha casa. Quero uma amizade como a do Calvin e Haroldo, e um humor estilo Mafalda. Unhas compridas. Cabelo comportado e muitos domingos sem louça pra lavar. Não quero um lobisomen, nem um vampiro, nem ser uma garota que conquista esses dois, sou muito mais uma Laura em High Fidelity, ou uma Alicia em Slam. Um dia quero ser comparada à José Saramago em estilo, e à Lemony Snicket, Nick Hornby e à Markus Zusak (por "Eu Sou o Mensageiro", e não "A Menina que Roubava Livros") em talento e criatividade. E, quem sabe, ser colocada ao lado de J.K e agradecê-la por tudo, por minha infância e meu amor por literatura. Quero ser rica e inventar alguma coisa tão boa quanto sorvete de pistache com licor de menta. Quero largar minha obsessividade por pessoas, mas manter meu apego. Conseguir abandonar coisas materiais sem sofrer. Parar de mentir. Ter 13 filhos. Quero lembrar das coisas, e poder esquecer...
Apelo!
por acreditar na inteligência do povo brasileiro, eu tenho fé que a Dilma perde, se ela não perder, quem fica perdido somos nós!
Miss it all! Or not.
Nostalgia, nostalgia eu tenho. De ser criança, de ganhar colo da minha mãe, de ter uma desculpa pra roubar balinhas no mercado. Eu sinto falta, sinto falta de amigos queridos e viagens deliciosas que fiz. Quero um pôr-do-sol bonito, nem que eu o veja sozinha, vai ser assim, sempre. Ou não. Talvez um dia, eu abrace uma aventura, que tenha um nome, seja alto (ou baixo), moreno (ou loiro) e bonito (tomara!), e nessa aventura, eu gaste os dias da minha vida, até eu cansar. E, quando eu estiver exausta, eu possa fugir dela sem ser julgada, possa ler um livro e fingir que é verdade, que eu sou a protagonista, e que, tudo vai dar certo. Ou não...
vamos acreditar (ou ao menos fingir)
É engraçado, muito engraçado, como 1 em 3 trilhões de pessoas não acredita, não tem, ou já perdeu a esperança. dai chegam aqueles crentes de tudo e criticam, dizem que é impossível viver não acreditando. Não acreditando que as pessoas podem mudar, melhorar, mas, elas não mudam! Nunca mudarão! Ao menos não por você :/ Onda de realidade, não? ... Então, essa esperança que, supostamente, todos deveriam se abraçar, é fantasia! (lalalala). E me desculpa se estraguei o seu sonho de criança de que um dia todos os seus problemas acabariam e você seria feliz com quem você sempre quis... isso pode até acontecer, mas você será 1 em 3 trilhões :)
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